A universidade precisa se reinventar

porGilberto Britto

A universidade precisa se reinventar

Chegar ao ensino superior é ainda o maior objeto de desejo dos jovens em todo o mundo. A grande questão que se coloca é: de que universidade esses jovens precisam? De uma universidade tradicional, estruturada em blocos rígidos de disciplinas que produzem conhecimentos para uma determinada profissão, ou de uma universidade que promova o seu desenvolvimento pleno para a vida?

Parece-nos que a primeira ainda é o modelo vigente na maioria das instituições de ensino superior. Algumas até procuram fazer um certo esforço para ampliar a flexibilidade curricular, permitindo que o aluno curse um certo número de disciplinas eletivas – de livre escolha. Mas isso nos parece absolutamente insuficiente para o mundo do trabalho 4.0. Estamos diante de mudanças profundas nesse novo ambiente do trabalho.

Um estudo da consultoria global McKinsey & Company sobre o futuro do trabalho revela que mais de 30% das atividades de seis em cada dez trabalhos podem ser automatizadas. Num cenário mais modesto, até 2030 isso poderá impactar a atividade laboral de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, a estimativa é que o efeito da automação atinja cerca de 16 milhões de brasileiros!

Isso significa dizer que a educação em todos os seus níveis de formação, do ensino básico ao superior, passando pela educação continuada, precisa oferecer um novo ambiente de aprendizagem capaz de preparar os jovens para o mundo do trabalho 4.0, que exige pessoas plenamente desenvolvidas ao longo de todo o seu percurso de vida. O diploma de nível superior ainda é importante; no entanto, o que se procura hoje são pessoas preparadas para enfrentar o dinamismo desse novo ambiente laboral.

No que se refere à educação básica, esse panorama se reflete na própria estruturação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), baseada em dez competências, mostradas de forma simplificada na tabela abaixo:

A implementação da BNCC, relativa à educação infantil e ao ensino fundamental, já começa a ocorrer nas redes estaduais e municipais de ensino. Porém, é importante que a universidade também repense o seu modelo tradicional de ensino e de estrutura curricular, não só para se articular melhor com a educação básica, mas também na perspectiva de continuar a ser o maior objeto de desejo dos jovens.

 

Sobre o Autor

Gilberto Britto administrator

Gilberto Britto tem 50 anos, natural de Belo Horizonte, Bacharel em Ciência da Computação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais,  Pós-Graduado em Análise de Negócios e da Informação pelo Instituto de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Mestre em Filosofia e Literária e Doutor em Filosofia e Psicologia pela Emill Brunner University e Association American World Universities and Colleges – AAWUC, Técnico em Transações Imobiliárias – TTI pelo Instituto Arnaldo Prieto do Rio de Janeiro, Avaliador e Perito Imobiliário e Ambiental pela Unimóveis de Minas Gerais, Certified International Property Specialist – CIPS pela National Association of RealtorsPersonal & Professional Coaching e Certified Executive Coaching pela Sociedade Brasileira de CoachingInstitute of Coaching Research, Association for Coaching Sherpa Executive CoachingProfessional Coaching Practitioner pela ABRACOACHINGAssessment Alfa pela Worth Ethic Corporation, Correspondente e Geric Caixa. Procura estar sempre atualizado no âmbito da gestão empresarial, imobiliária, engenharia e tendências de mercado, através da participação em cursos de formação, seminários e palestras.