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Uma empresa de pequeno porte, que despontou recentemente no mercado porque encontrou boas oportunidades de negócios, decidiu profissionalizar a sua comunicação. Na primeira reunião com a agência explicamos sobre a necessidade de realizarmos um bom diagnóstico para o desenvolvimento do Planejamento Estratégico.

Informações passadas pelos diretores em duas reuniões de briefing, planejamento e plano de ação desenvolvidos para seis meses – a velocidade das mudanças em tempo de comunicação 4.0 não permite mais antecipar um cronograma para 12 meses.  No entanto, dois problemas dificultavam o bom andamento dos processos de comunicação:

  • a falta de um profissional dentro da empresa que pudesse ser o canal direto com a agência de comunicação e marketing – a diretoria não tinha tempo para o atendimento;
  • a falta de transparência da empresa, que guardava a ‘sete chaves’ informações consideradas estratégicas, mas que eram relevantes para o alcance do objetivo global de comunicação pretendido pela organização.

Nesta minha caminhada, ainda não encontrei nenhum gestor que, numa conversa ‘olhos nos olhos’ duvidasse da importância de associar a comunicação ao processo de decisões da organização. Na primeira reunião, normalmente apresentam orgulhosos as ferramentas de comunicação já implantadas que, segundo eles, estariam vinculadas ao processo de gestão.  Esses seriam realmente merecedores de aplausos se, na prática, tudo fosse feito como ilustrado e como manda a boa comunicação estratégica.

Dificultador

Desenvolver um planejamento de comunicação estratégica é a parte mais simples de todo o processo. Mas fazer o gestor de uma pequena ou média empresa entender que a comunicação precisa ter conhecimento prévio do plano de negócios para executar com maestria o seu trabalho é algo que vem complicando a vida de alguns profissionais e comprometendo os resultados.

Nesse cenário, sem acesso a informações relevantes, sem receber a devida atenção dos empreendedores, não há outro recurso senão trabalhar com os processos reativos, o que podemos considerar como ‘apagar incêndio’, já que as decisões da diretoria chegam sempre em cima da hora e causam surpresa.  É preciso mudar essa cultura para que os resultados da comunicação apareçam. Caso contrário, a área de comunicação toda estará com os dias contados.

Treinamento

Para a empresa citada no início do texto, o total desconhecimento sobre os processos de comunicação levou a agência a realizar um treinamento de seis horas com os três diretores e os 28 funcionários, antes de seguir com a execução das ações. Entre os temas abordados, sem muita profundidade, estavam:

– comunicação empresarial (processos reativos) e comunicação estratégica (antecipação dos eventos);

– comunicação externa e comunicação interna de forma integrada;

– mídia paga (publicidade);

–  identidade visual;

– promoção por meio das mídias sociais;

–  inbound marketing (marketing de atração) e a produção de conteúdo para sites, blogs, podcasts, vídeos, newsletters, SEO, entre outros.

Depois do treinamento, um funcionário da área administrativa, que se apresentou como o mais inteirado com as ferramentas da comunicação e marketing, foi indicado como o porta-voz da empresa nas reuniões com a agência. Mensalmente, ele e o profissional de atendimento da agência passaram a participar de parte das reuniões da diretoria.

Como a empresa não tinha nenhuma familiarização com os processos da comunicação, a evolução foi lenta, mas tempo necessário para aprendizado. Os resultados começaram a fazer parte dos muitos gráficos e planilhas, a comunicação ganhou prestígio e vem sendo reconhecida como ‘um caminho sem volta’.

Escrito por Maria Helena Dias (MHD Comunicação)

Bacharel em Comunicação Social pela PUC Minas, jornalista, editora e revisora, pós-graduada em Administração em Marketing com Master Business Administration (MBA) pelo IBMEC, assessora e consultora de comunicação empresarial, com atendimento a empresas de diversos segmentos em várias capitais do país, empresária, diretora da MHD Comunicação desde o ano 2000, responsável por palestras, workshops e treinamentos nos mais variados campos da comunicação.

Autor do Post: Gilberto Britto

Mais de 25 anos de experiência no mercado imobiliário, corretor, administrador, Avaliador e Perito Forense Imobiliário e Ambiental, Imortal e Embaixador da Academia de Letras do Brasil, Bacharel em Ciência da Computação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Pós-Graduado em Análise de Negócios e da Informação pelo Instituto de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Mestre em Filosofia e Literária e Doutor em Filosofia e Psicologia pela Emill Brunner University e Association American World Universities and Colleges – AAWUC, Técnico em Transações Imobiliárias (TTI) pelo Instituto Arnaldo Prieto do Rio de Janeiro, Avaliador e Perito Imobiliário e Ambiental pela Unimóveis de Minas Gerais, Certified International Property Specialist pela National Association of Realtors, Personal & Professional Coaching e Certified Executive Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching, Professional Coaching Practitioner pela ABRACOACHING, Assessment Alfa pela Worth Ethic Corporation, sólida carreira marcada em empresas de porte, palestrante, coach. Atualmente é Diretor do Grupo Britto, Conselheiro e Membro da Comissão de Ética e Fiscalização Profissional do CRECI/MG, Consultor e Professor em instituições de ensino superior, Agente de Propriedade Industrial do INPI, Membro e Professor da CMI/SECOVI-MG e SINDUSCON-MG, Membro do Comitê Brasileiro e Organismo de Normalização Setorial da ABNT (Construção Civil, Informação e Documentação), Membro da International Coach Federation. Foi agraciado pelo Centro Nacional de Formação Superior Ibero-Americano e pela Academia de Letras do Brasil com o Grau Honorífico de Catedrático em Avaliação e Perícia de Imóveis e também Tópicos Especiais de Engenharia. Ministra cursos nas áreas de gestão empresarial, construção civil, engenharia, avaliação e perícia imobiliária e ambiental, real estate e coaching.