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O conhecimento tem presença garantida em qualquer projeção que se faça do futuro. Por isso há um consenso de que o desenvolvimento de um país está condicionado à qualidade da sua educação. Nesse contexto, as perspectivas para a educação são otimistas. A pergunta que se faz é: qual educação, qual escola, qual aluno, qual professor? Este artigo busca compreender a educação no contexto da globalização e da era da informação, tira conseqüências desse processo e aponta o que poderá permanecer da “velha” educação, indicando algumas categorias fundantes da educação do futuro.

Para pensar a educação do futuro

Os pilares do conhecimento e da formação continuada podem ser tomados também como bússola para nos orientar rumo ao futuro da educação.

Aprender a conhecer – Prazer de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento, curiosidade, autonomia, atenção.

Aprender a fazer – É indissociável do aprender a conhecer. A substituição de certas atividades humanas por máquinas acentuou o caráter cognitivo do fazer. O fazer deixou de ser puramente instrumental.

Aprender a viver juntos A viver com os outros. Compreender o outro, desenvolver a percepção da interdependência, da não-violência, administrar conflitos. Descobrir o outro, participar em projetos comuns. Ter prazer no esforço comum. Participar de projetos de cooperação. Essa é a tendência.

Aprender a ser –  Desenvolvimento integral da pessoa: inteligência, sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa.

Cidadania – O que implica também tratar do tema da  autonomia da escola, de seu projeto político-pedagógico, da questão da participação, da educação para a cidadania. Dentro desta categoria, pode-se discutir particularmente o significado da concepção de escola cidadã e de suas diferentes práticas.

Planetaridade – A Terra é um “novo paradigma” (Leonardo Boff). Que implicações tem essa visão de mundo sobre a educação?

Sustentabilidade – O tema da sustentabilidade originou-se na economia (“desenvolvimento sustentável”) e na ecologia, para se inserir definitivamente no campo da educação, sintetizada no lema “uma educação sustentável para a sobrevivência do planeta”.

Virtualidade – Esse tema implica toda a discussão atual sobre a educação a distância e o uso dos  computadores nas escolas (Internet). A informática, associada à telefonia, nos inseriu definitivamente na  era da informação.

Globalização – O processo da globalização está mudando a política, a economia, a cultura, a história e, portanto, também a educação. É um tema que deve ser enfocado sob vários prismas. Para pensar a educação do futuro, é necessário refletir sobre o processo de globalização da economia, da cultura e das comunicações.

Transdisciplinaridade – Embora com significados distintos, certas categorias como transculturalidade, transversalidade, multiculturalidade e outras como  complexidade e holismo também indicam uma nova tendência na educação que será preciso analisar.

Dialogicidadedialeticidade – Não se pode negar a atualidade de certas categorias freireanas e marxistas, a validade de uma pedagogia dialógica ou da práxis. Marx, em  O capital, privilegiou as categorias hegelianas “determinação”, “contradição”, “necessidade” e “possibilidade”. A fenomenologia hegeliana continua inspirando nossa educação e deverá atravessar o milênio.

A análise dessas categorias e a identificação da sua presença na pedagogia contemporânea podem constituir-se, sem dúvida, num grande programa a ser desenvolvido hoje em torno das “perspectivas atuais da educação”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo, Cortez, 1998.         [ Links ]

DOWBOR, L. A reprodução social. São Paulo, Vozes, 1998.         [ Links ]

GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre, Ed. Artes Médicas, 2000.         [ Links ]

SNYDERS, G. A alegria na escola. São Paulo, Ed. Manole, 1988.

 

Post Author: Gilberto Britto

CEO & Founder do Grupo Britto
CREA PJ | CRA | INPI | AAWUC | CRECI | CNAI | ASPEJUDI | REALTOR®️ | IRM | AHWD®️ | CIPS | SBC | ICF | EMPRETEC
Mais de 35 anos de experiência de mercado imobiliário nacional e internacional.
Empreendedor, Líder e Escritor.
Administrador, Perito Forense e Palestrante.
Empresário do Mercado Imobiliário, Construção Civil e Educação.
Autor do Livro Avaliação e Perícia Imobiliária - Teoria e Prática Profissional – Editora D'Plácido – ISBN-10: ‎ 6550590582 e ISBN-13: ‎ 978-6550590581 – 2015 | atual BRITTO, Gilberto. Avaliação e perícia imobiliária: teoria e prática profissional. 3. ed. Belo Horizonte: D'Plácido, 2019.
Coautor do Livro A Profissão de Peritos no Brasil – Editora CRA-MG – ISBN: 978-65-979613-0-6 – 2026 | atual Coautor do Livro Manual de Boas Práticas para o Segmento Condominial – Editora CRA-MG – ISBN: 978-65-979613-0-6 – 2026 | atual “Gero resultados por meio das pessoas”.